Saúde explicada
Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

O que são as ISTs
ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) são infecções causadas por vírus, bactérias ou parasitas transmitidos principalmente por contato sexual. O termo substituiu a antiga sigla DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) justamente para enfatizar que a infecção pode estar presente mesmo sem sintomas, ou seja, sem doença aparente. Isso torna o rastreio periódico ainda mais importante do que esperar algum sinal clínico.
As ISTs mais comuns e seus tratamentos
Sífilis: causada pela bactéria Treponema pallidum, pode evoluir em estágios e causar complicações graves se não tratada. Tem cura com penicilina.
Gonorreia e clamídia: infecções bacterianas frequentemente assintomáticas. Em homens, podem causar uretrite, com ardência e secreção uretral. Em mulheres, são a principal causa de doença inflamatória pélvica (DIP), uma infecção dos órgãos reprodutivos que pode levar à infertilidade se não tratada. Têm cura com antibióticos.
HPV: vírus extremamente comum, responsável por verrugas genitais e lesões que podem evoluir para câncer. Não tem cura, mas há vacina e tratamento para as manifestações. Saiba mais na nossa página de HPV e Verrugas Genitais.
Herpes genital: causado pelo vírus HSV-2 (e às vezes HSV-1), provoca lesões recorrentes. Não tem cura, mas o tratamento reduz a frequência e a intensidade dos episódios. Saiba mais na nossa página de Herpes Simples de Repetição.
HIV e hepatites B e C: também transmitidos sexualmente. Veja as páginas específicas de HIV e Hepatites Virais.
Por que muitas ISTs são assintomáticas
Grande parte das ISTs não causa sintomas perceptíveis, especialmente nas fases iniciais. Clamídia e gonorreia são assintomáticas na maioria das mulheres infectadas. Sífilis pode passar despercebida entre os estágios. HIV pode ficar sem diagnóstico por anos. Essa característica faz com que muitas pessoas transmitam a infecção sem saber que estão infectadas, o que reforça a importância do rastreio regular independentemente de sintomas.
Rastreio periódico: quem deve fazer e com qual frequência
O rastreio de ISTs é recomendado para pessoas com vida sexual ativa, especialmente com múltiplos parceiros ou uso irregular de preservativos. A frequência ideal depende do perfil de cada pessoa: trimestral, semestral ou anual. Os exames incluem sorologia para HIV, sífilis, hepatites B e C, e pesquisa de gonorreia e clamídia por biologia molecular. O infectologista avalia o conjunto e define o rastreio mais adequado para cada situação.
Doxy-PEP: prevenção de ISTs bacterianas após exposição
A doxy-PEP é o uso de doxiciclina em até 72 horas após uma relação sexual de risco para reduzir o risco de ISTs bacterianas como sífilis, gonorreia e clamídia. Estudos mostraram redução de até 65% na incidência dessas infecções em homens que fazem sexo com homens e mulheres trans. É uma estratégia recente e deve ser usada com orientação médica para evitar uso indiscriminado e o desenvolvimento de resistência bacteriana. Saiba mais na nossa página de Saúde da População LGBTQIA+.
Prevenção: preservativo, vacinas e PrEP
O preservativo continua sendo a principal barreira contra a maioria das ISTs. Vacinas estão disponíveis para HPV, hepatite A e hepatite B. Para quem tem risco elevado de HIV, a PrEP é uma estratégia adicional de proteção. A prevenção combinada, que reúne diferentes estratégias conforme o perfil de cada pessoa, é a abordagem mais eficaz.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica. Cada caso é único e deve ser avaliado individualmente. Em caso de sintomas ou dúvidas, agende uma consulta.
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