Saúde explicada

Herpes-Zóster

Ilustração de nervos e pele representando o herpes-zóster
O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é uma doença causada pela reativação de um vírus que já estava no seu organismo. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível encurtar o episódio e evitar complicações.

O que é o herpes-zóster

O herpes-zóster é causado pela reativação do vírus varicela-zóster (VZV), o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção primária, que geralmente ocorre na infância, o vírus não é eliminado: ele permanece latente nos gânglios nervosos por anos ou décadas. Em algum momento, principalmente quando a imunidade está reduzida por estresse, idade avançada, doenças ou medicamentos imunossupressores, o vírus pode se reativar e causar o herpes-zóster.

Como se manifesta

O quadro costuma começar com dor, queimação ou formigamento em uma faixa de pele, mesmo antes de qualquer lesão aparecer. Em seguida, surgem bolhas avermelhadas que seguem o trajeto de um nervo específico, chamado dermátomo, geralmente de forma unilateral, ou seja, em apenas um lado do corpo. Tronco, rosto e pescoço são as regiões mais comuns. Febre, mal-estar e sensibilidade aumentada na área afetada também podem ocorrer.

Tratamento: quando e como tratar

O tratamento é feito com antivirais orais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir. A eficácia é maior quando iniciado nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões, por isso a avaliação médica precoce é fundamental. O tratamento reduz a duração do episódio, a intensidade da dor e o risco de complicações. Em casos mais graves ou em pessoas imunossuprimidas, pode ser necessário o uso de antiviral intravenoso.

O herpes-zóster transmite para outras pessoas?

O herpes-zóster em si não se transmite de pessoa para pessoa. No entanto, o vírus presente nas lesões pode causar catapora em pessoas que nunca tiveram a doença ou que não foram vacinadas. Por isso, durante a fase ativa, com bolhas abertas, é importante evitar contato direto com crianças não vacinadas, grávidas e imunossuprimidos. Quando as lesões estão secas e cicatrizadas, o risco de transmissão desaparece.

Sequelas: a neuralgia pós-herpética

A complicação mais comum e incapacitante do herpes-zóster é a neuralgia pós-herpética, uma dor persistente que permanece na área afetada por semanas, meses ou até anos após a resolução das lesões. É mais frequente em pessoas acima de 60 anos e pode impactar significativamente a qualidade de vida. O tratamento precoce do episódio agudo é a principal forma de reduzir esse risco.

Vacina contra herpes-zóster

A vacina recombinante contra herpes-zóster (Shingrix) é altamente eficaz, com proteção superior a 90% contra a doença e suas complicações. É indicada principalmente para pessoas acima de 50 anos e para imunossuprimidos, independentemente da idade. É aplicada em duas doses com intervalo de dois a seis meses e está disponível em clínicas de vacinação privadas. Mesmo quem já teve herpes-zóster pode se vacinar para reduzir o risco de novos episódios.

AtualizadoAs recomendações para vacinação contra herpes-zóster evoluem conforme novos dados. Consulte um infectologista para avaliar a indicação no seu caso.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica. Cada caso é único e deve ser avaliado individualmente. Em caso de sintomas ou dúvidas, agende uma consulta.

Quer avaliar o seu caso?

Agende uma consulta presencial em Curitiba ou por teleconsulta para todo o Brasil.

Agendar consulta pelo WhatsApp