Saúde explicada

Hepatites Virais

Ilustração de células hepáticas com vírus da hepatite
As hepatites virais afetam o fígado e podem evoluir silenciosamente por anos. O diagnóstico precoce muda o prognóstico: hepatite C tem cura, hepatite B tem controle, e hepatite A tem vacina.

O que são as hepatites virais

Hepatites virais são inflamações do fígado causadas por vírus específicos, denominados A, B, C, D e E. Cada um tem características próprias de transmissão, evolução e tratamento. As mais prevalentes no Brasil e com maior relevância clínica são as hepatites A, B e C, que juntas respondem pela maioria dos casos de doença hepática crônica no país.

Hepatite A: transmissão e prevenção

A hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados. É a forma mais aguda e autolimitada: o organismo elimina o vírus espontaneamente na maioria dos casos, sem deixar sequelas. A doença pode cursar com icterícia, cansaço, náuseas e dor abdominal. Em adultos, a doença tende a ser mais grave do que em crianças e pode evoluir para uma forma grave com falência hepática aguda que requer atenção médica imediata. A vacina contra hepatite A é altamente eficaz e faz parte do calendário vacinal brasileiro.

Hepatite B: transmissão, tratamento e vacina

A hepatite B se transmite pelo contato com sangue, fluidos sexuais ou outros líquidos corporais de uma pessoa infectada. Relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas, materiais de manicure ou tatuagem e transmissão da mãe para o filho no parto são as principais formas de contágio. Pode evoluir para a forma crônica, com risco de cirrose e câncer de fígado. O tratamento da hepatite B crônica controla o vírus e previne a progressão da doença, mas geralmente não elimina o vírus por completo. A vacina é segura, eficaz e gratuita no SUS.

Hepatite C: a hepatite que tem cura

A hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de agulhas e seringas, materiais de tatuagem ou procedimentos com instrumentos não esterilizados. A transmissão sexual é possível, porém menos frequente. A grande maioria dos casos evolui de forma silenciosa por anos, o que torna o rastreamento fundamental. Com os antivirais de ação direta disponíveis atualmente, a hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos, com tratamento de 8 a 12 semanas e excelente tolerabilidade.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico das hepatites virais é feito por exames de sangue específicos para cada vírus. Existem testes rápidos para hepatite B e C que fornecem resultado em minutos e estão disponíveis em unidades de saúde. Exames laboratoriais complementares avaliam a função do fígado e a carga viral. Em casos selecionados, exames de imagem e biópsia hepática podem ser indicados para determinar o grau de comprometimento do fígado.

Vacinas disponíveis para hepatites

Existem vacinas eficazes para hepatite A e hepatite B, ambas disponíveis gratuitamente no SUS e em clínicas privadas. A vacina contra hepatite B é especialmente importante e deve ser atualizada em quem não completou o esquema. Não existe vacina para hepatite C, por isso a prevenção se baseia em evitar exposição ao vírus e realizar rastreamento periódico. A vacina contra hepatite A é disponível gratuitamente no SUS apenas para populações específicas, como crianças, pessoas vivendo com HIV, imunossuprimidos e profissionais de saúde. Para os demais, está disponível em clínicas privadas de vacinação.

AtualizadoO tratamento da hepatite C evoluiu muito nos últimos anos. Se você tem diagnóstico antigo ou nunca se testou, consulte um infectologista para avaliar as opções atuais.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica. Cada caso é único e deve ser avaliado individualmente. Em caso de sintomas ou dúvidas, agende uma consulta.

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